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Investigação a "crime organizado" juntou presos da festa

Investigação a "crime organizado" juntou presos da festa

Uma parte dos 80 reclusos do Estabelecimento Prisional de Paços de Ferreira que, no início de fevereiro, participaram numa festa não autorizada no interior da cadeia transmitida em direto no Facebook encontrava-se na mesma ala para não prejudicar uma investigação em curso, relacionada com o crime organizado, esclareceu a ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, na quarta-feira.

"Nós, hoje, temos nas prisões portuguesas, para além de presos por delitos menores, uma grande concentração de pessoas associadas a grupos criminais que se dedicam ao crime grave e ao crime organizado. A situação em Paços de Ferreira tem um pouco a ver com isso e com a necessidade de, por causa de uma investigação criminal em curso, não separar um grupo que lá esteve", referiu a governante, na Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais, Liberdades, Direitos e Garantias. A ligação entre todos acabou quebrada na sequência da ocorrência.

Perante os deputados, Francisca Van Dunem admitiu que "houve ali uma quebra grave de disciplina", mas sublinhou que esta "não foi reportada por quem deveria ter sido reportada": os guardas prisionais e a então diretora da prisão.

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