Setúbal

Investigado desaparecimento de idoso em Azeitão

Investigado desaparecimento de idoso em Azeitão

João Ribeiro Pereira Marinho, 73 anos, saiu de casa em Azeitão na manhã do último domingo para a habitual caminhada e não mais foi visto. Tinha deixado tudo pronto para o churrasco que ia preparar para mulher e filha, comprou no dia anterior sardinhas, mas quando se acercava a hora de almoço e o homem não aparecia, soou o alarme em casa.

Esta sexta-feira, a filha, mulher e prima, com quem o idoso falou antes de desaparecer, foram ouvidas na Polícia Judiciária de Setúbal que vai agora investigar o desaparecimento, em conjunto com a GNR. Ao que foi possível apurar, não há até ao momento indícios de crime nem suspeitos, pelo que a PJ mantém todas as linhas de investigação abertas.

Ao JN, Sara Marinho, filha de João, conta que no dia do desaparecimento, o pai levou consigo uma bolsa de plástico com cartão de cidadão, cartão bancário e o passe Lisboa Viva, mas não o telemóvel. Saiu de casa atrasado para o encontro com o restante grupo de caminhantes e quando tentou reencontrar-se com os amigos, desapareceu.

João Marinho sofre de um distúrbio na fala, que o impede de gritar ou falar muito alto, por possuir apenas uma corda vocal, e não lhe é conhecido qualquer distúrbio grave, conforme refere a filha. "Ele tomava medicamentos para a depressão, mas na altura do desaparecimento encontrava-se em bom estado anímico, sem nunca falhar com a medicação".

Sara começou a procurar pelo pai quando nesse domingo já se aproximava a hora de almoço. A mulher começou por contactar o marido da prima, um dos membros do grupo de caminhada, em cuja casa era o ponto de encontro do grupo. "O meu pai chegou à casa dele e perguntou pelo lado de fora à prima para onde tinham ido, ela indicou no sentido do Minipreço e ele seguiu esse caminho".

Após horas de buscas e ida à GNR de Azeitão, onde Sara tentou perceber se o seu pai tinha sido vítima de qualquer acidente e deixou a fotografia de João, a mulher realizou queixa formal de desaparecimento. Desde aí que acompanha as buscas dos militares e as realiza por iniciativa própria. "É impossível alguém desaparecer assim sem que ninguém tivesse visto", afirma a filha do desaparecido.