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Irmãos cadastrados confessam roubos em Albergaria e Águeda

Irmãos cadastrados confessam roubos em Albergaria e Águeda

Dois homens, de 31 e 33 anos, já com cadastro por crimes de furtos e roubos, confessaram esta quarta-feira no Tribunal de Aveiro terem sido os autores de vários assaltos à mão armada a gasolineiras e cafés em Águeda e Albergaria-a-Velha.

Os arguidos, atualmente presos, foram condenados há menos de 15 dias no tribunal de Aveiro a três anos e nove meses de prisão efetiva por outro assalto a uma gasolineira e têm ainda outros processos pendentes.

Durante o julgamento, os dois irmãos, que estão acusados de seis crimes de roubo e três de falsificação de documento, mostraram arrependimento e justificaram os crimes com dificuldades financeiras.

"O meu pai encontrava-se detido em Paços de Ferreira e a minha mãe estava desempregada e a passar necessidades", disse o arguido mais velho, adiantando que precisavam de dinheiro para pagar a renda, luz, água, gás e para comer.

Tendo em conta a confissão integral e sem reservas dos arguidos, o tribunal dispensou as testemunhas de acusação e, depois de ouvir as testemunhas de defesa, prosseguiu para as alegações finais, tendo agendado a leitura de acórdão para 18 de outubro.

Os factos agora em julgamento ocorreram entre novembro de 2016 e fevereiro de 2018 e dizem respeito a roubos a gasolineiras e cafés de Albergaria-a-Velha e Águeda, de onde foram levadas quantias em dinheiro das caixas registadoras ou malas, totalizando cerca de 1.300 euros.

Na mesma noite, os arguidos chegaram a assaltar duas gasolineiras, em Valongo do Vouga, no concelho de Águeda, com uma diferença de dez minutos.

De acordo com a acusação, os arguidos dissimulavam a sua identidade usando um gorro na cara e luvas nas mãos. O irmão mais novo conduzia a viatura, enquanto o mais velho entrava nos locais com a caçadeira em punho e concretizava os roubos.