Suspeitas de fraude

Judiciária faz buscas na Câmara de Pedrógão Grande

Judiciária faz buscas na Câmara de Pedrógão Grande

A Polícia Judiciária está a realizar buscas na Câmara Municipal de Pedrógão Grande esta quarta-feira.

As buscas estão relacionadas com as suspeitas de uso indevido de donativos na reabilitação de casas afetadas pelos fogos do ano passado, às quais o Ministério Público já abriu um inquérito.

Fonte da Polícia Judiciária confirmou ao JN que estão a ser realizadas buscas na Câmara Municipal de Pedrógão Grande, na presença do presidente do município, Valdemar Alves. A investigação está a cargo da Diretoria do Centro da PJ, sendo o DIAP de Coimbra o titular do inquérito. Também estão a ser feitas buscas no Gabinete Operacional de Recuperação e Reconstrução (GORR), que fica na Casa da Cultura.

A mesma fonte policial acrescenta que a PJ está "empenhadíssima" em investigar o caso das suspeitas de fraude com a reconstrução de casas "rapidamente".

A Câmara Municipal de Pedrógão Grande já confirmou, em comunicado, as buscas e "congratula-se com a celeridade que os serviços do Ministério Público e da PJ entenderam conceder a estes Inquéritos Judiciais".

Recorde-se que a 19 de julho a Procuradoria-Geral da República (PGR) revelou ter aberto um inquérito para investigar os alegados esquemas que terão permitido a alguns proprietários beneficiarem indevidamente de donativos a Pedrógão Grande para obras em casas desabitadas, que não eram de primeira habitação ou que nem sequer foram afetadas pelo incêndio.

Mais recentemente, a presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional revelou ter enviado para a PGR 21 casos alegadamente suspeitos e o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, já disse estar muito preocupado com o caso e declarou que quer que as investigações sejam levadas até ao fim.

Na segunda-feira, realizou-se em Pedrógão Grande uma reunião extraordinária da Assembleia Municipal, onde o presidente da autarquia, Valdemar Alves, garantiu que "não foi reconstruída nenhuma casa que não tivesse ardido", mas os moradores presentes na sessão revelaram que se sentiram "defraudados" com as explicações.