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Máfia vende ouro roubado em lojas sem videovigilância

Máfia vende ouro roubado em lojas sem videovigilância

Proprietários de duas ourivesarias julgados por recetação. ASAE apreendeu, desde 2016, peças no valor de 46 mil euros em ações de fiscalização.

A ausência de videovigilância em duas ourivesarias em Vila Nova de Gaia e no Carregado (Alenquer) terá sido aproveitada pela chamada máfia dos "ladrões em lei", originária da Geórgia e atualmente em julgamento em Lisboa, para se desfazer de parte das peças em ouro e prata furtadas, durante quase dois anos e meio, em mais de 100 casas no Centro e Sul do país.

É essa, pelo menos, a convicção do Ministério Público (MP), que acusou os proprietários dos dois estabelecimentos de crime de recetação por, alegadamente, terem comprado aos georgianos bens roubados, fora do olhar das câmaras e sem depois comunicarem as transações à Polícia Judiciária (PJ) - o que é obrigatório por lei.