Recurso

Membro do grupo "Hells Angels" sai de prisão preventiva

Membro do grupo "Hells Angels" sai de prisão preventiva

O Tribunal da Relação de Lisboa alterou a medida de coação de prisão preventiva para domiciliária com pulseira eletrónica a um elemento do grupo motard "Hells Angels". A decisão, conhecida esta quarta-feira, resulta de um recurso apresentado em julho pelos advogados dos arguidos.

Para os restantes 23 detidos que também recorreram, a Relação decidiu manter a medida de coação de prisão preventiva.

Este mega processo, com 68 arguidos, um dos quais preso na Alemanha, investiga a invasão de um restaurante no Prior Velho para atacar o grupo Red & Gold, de Mário Machado, em março do ano passado.

Estão em causa suspeitas da prática dos crimes de associação criminosa, homicídio qualificado na forma tentada, roubo, ofensas à integridade física graves, ofensas à integridade física qualificadas e detenção de armas proibidas.

As primeiras detenções ocorreram em julho, altura em que a Unidade Nacional Contra Terrorismo da Polícia Judiciária cumpriu mandados de detenção e busca em vários pontos do país.

Em janeiro, o Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa declarou a especial complexidade do processo, pedida pelo Ministério Público, que ganhou mais seis meses para deduzir acusação. Alguns dos arguidos estão em liberdade, sujeitos a medidas de coação, como apresentações periódicas, proibição de sair do país, de contactar com coarguidos, participar em eventos motard e exercer a profissão de segurança privada.