Justiça

Mesquita Machado constituído arguido pela primeira vez

Mesquita Machado constituído arguido pela primeira vez

O Departamento de Investigação e Ação Penal de Braga constituiu, esta quarta-feira, como arguido, o ex-presidente da Câmara de Braga, o socialista Mesquita Machado.

O inquérito tem a ver com a compra do antigo convento das Convertidas.

Fonte ligada ao processo disse que o ex-autarca foi ouvido pela primeira vez num inquérito - investigado pela Polícia Judiciária (PJ) de Braga - em que está em causa a possibilidade de, em conjunto com outros cinco ex-vereadores, ter praticado o crime de participação económica em negócio. Ao que o JN soube, é a primeira vez, que Mesquita é constituído arguido pelo Ministério Público, incluindo nos 37 anos que esteve à frente dos destinos da autarquia.

A investigação prende-se com a expropriação de três prédios, por três milhões de euros, junto ao do convento das Convertidas, no centro da cidade. O Departamento de Investigação e Ação Penal de Braga (DIAP) analisa se terá havido crime, já que, quando o negócio começou, o prédio era propriedade de uma empresa do genro de Mesquita Machado, a CCR. A compra veio a ser anulada em 2014 pelo Supremo Tribunal Administrativo após uma ação interposta pelo novo Presidente, Ricardo Rio.

As três casas anexas ao antigo convento foram compradas em 2013 pelo ex-presidente, para serem integradas num projeto de reconversão do Convento - propriedade do Ministério da Administração Interna - em Pousada da Juventude. A aquisição motivou três queixas-crime porque os prédios eram do genro do ex-autarca, antes de serem vendidos - dias antes da compra - à firma ImoDuarte.

ver mais vídeos