Barcelos

Montepio julgado por burla de 29 mil euros

Montepio julgado por burla de 29 mil euros

Arrancou esta sexta-feira o julgamento que coloca no banco dos réus o banco Montepio pelo desaparecimento de quase 29 mil euros da conta bancária de uma cliente, em janeiro de 2017.

Diana Brito mantinha uma conta no Montepio desde 2014, mas, após o casamento, dois anos depois, a conta passou a ser usada quase em exclusivo para depósitos. Foi após mais uma operação dessas que descobriu que a conta estava praticamente sem dinheiro. A conta do marido, Sérgio Neiva, era usada para pagamentos.

Foram feitas perto de 50 transferências em quatro dias e da conta desapareceram quase 29 mil euros. Só num dia chegaram a ser feitas 15 movimentações bancárias sem que a titular, alega, tenha dado consentimento. Todas estas movimentações em tão curto espaço de tempo não foram suficientes para que fosse gerado qualquer alerta no banco, que só soube do sucedido após ter sido confrontado pela cliente.

A alegada burla informática foi detetada a 16 de janeiro de 2017, quando Diana Brito consultou o saldo da conta. Ficou a saber que tinha apenas alguns euros. Nem os cinco mil euros que tinha a "prazo" escaparam.

A gerente do balcão de Barcelinhos, onde Diana Brito expôs pela primeira vez o caso, alega que a cliente diz ter confessado que havia respondido a um e-mail alegadamente enviado pelo banco a pedir, sob pena de uma penalização de quase 100 euros, todos os códigos do cartão matriz. Este cartão, após ativado, permite não só consular via online o saldo da conta, como também fazer movimentações. Em tribunal, Diana Brito nega alguma vez ter dado tais códigos, dizendo mesmo que só ativou o cartão para situações de emergência, mas que nunca sequer o chegou a usar.

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