Madeira

Baleado à queima-roupa por antigo funcionário

Baleado à queima-roupa por antigo funcionário

Um homem morreu esta quarta-feira na freguesia do Monte, na Madeira, depois de ter sido alvejado a tiro na sequência de uma discussão.

O presidente da Associação dos Carreiros do Monte, Norberto Gouveia, de 54 anos, foi baleado à queima-roupa por um antigo funcionário, no final da tarde de quarta-feira, na estação dos Carreiros do Monte, zona turística no alto do Funchal. O homicídio aconteceu na sequência de uma desavença entre os dois indivíduos no contexto de um alegado ajuste de contas.

Passavam poucos minutos das 17.30 horas quando um homem com cerca de 50 anos, conhecido pela alcunha de "Bisonte", natural e residente no Monte e antigo funcionário da Associação dos Carreiros local, confrontou o presidente da empresa sobre uma alegada dívida que estava por liquidar. "Paga o que deves!", terá dito.

Segundo relatou uma testemunha, o indivíduo dirigiu-se em tom exaltado a Norberto Gouveia e depois de concluir que o pretenso pagamento não seria feito, sacou de uma arma de fogo, calibre 6.35, e efetuou vários disparos à queima-roupa contra o chefe dos carreiros, atingindo-o com pelo menos três disparos na cabeça e um no tronco.

Os meios de socorro, entre os quais uma ambulância dos Bombeiros Voluntários Madeirenses e uma Equipa Médica de Intervenção Rápida, foram acionados para o local, tendo prestado assistência à vítima que se encontrava prostrada no chão, inanimada e sem reação. O óbito foi confirmado pouco depois.

Suspeito detido

Os momentos que se seguiram foram de algum pânico e terror. Segundo uma fonte local, depois de ter abatido a tiro Norberto Gouveia, o indivíduo andou de arma de fogo na mão pelas imediações ameaçando que ainda iria "tratar da saúde" a mais alguém.

Tal não acabou por acontecer porque, entretanto, chegou ao local um forte contingente policial, entre o qual as Brigadas de intervenção Rápida que encetaram uma perseguição ao suspeito, que viria a ser detido.

O homicida foi transportado num carro-patrulha sem oferecer resistência até à Esquadra do Funchal e foi colocado nos calabouços, sob a tutela do Departamento de investigação e Ação Penal, que delegou a investigação do crime à Polícia Judiciária.

O arguido deverá ser esta quinta-feira presente ao primeiro interrogatório judicial no Tribunal do Funchal.

Família e carreiros em choque

Os carreiros que se encontravam no local mostraram-se perturbados com o sucedido. Alguns continham ainda lenços na mão que usaram para limpar as lágrimas disfarçadamente. Contudo, nenhum dos profissionais daquela empresa quis explicar o que realmente aconteceu. Minutos depois chegou um dos filhos da vítima para reconhecer o corpo e a restante família, sendo que uma das filhas se encontrava bastante alterada e em choque com a situação.

* Diário Notícias da Madeira

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