Premium

Negócio do alterne rendia cinco mil euros por mês

Negócio do alterne rendia cinco mil euros por mês

Arguidos e testemunhas contestam acusação do MP por prostituição em boîtes de Coimbra e Mealhada.

Um arguido e uma testemunha do processo de lenocínio que começou a ser julgado quarta-feira, em Coimbra, declararam que as "bailarinas" das boîtes "Impacto Clube" e "Residencial Camélias" ganhavam quatro a cinco mil euros por mês a fazer alterne. As contas são do dono de uma agência de Lisboa que angariava e colocava mulheres estrangeiras naqueles estabelecimentos, em Coimbra e na Mealhada, e a testemunha é uma das "bailarinas", que alegaram que o seu negócio não era a prostituição.

"O negócio da prostituição destrói o do "strip". São incompatíveis", alegou o empresário, que é uma das quatro pessoas que, juntamente com três empresas, foram acusados de crimes de lenocínio agravado e auxílio à imigração ilegal, relativos ao período 2007-2014.