Bragança

Oito anos de prisão para cabecilha da rede que furtava e desmantelava carrinhas para peças

Oito anos de prisão para cabecilha da rede que furtava e desmantelava carrinhas para peças

O Tribunal de Bragança condenou esta sexta-feira sete dos 12 arguidos envolvidos numa rede de furto e viciação de viaturas que operava em Trás-os-Montes.

Dois dos arguidos foram condenados a penas de prisão efetiva, nomeadamente o cabecilha do bando, proprietário de uma serração em Vila Flor, ao qual foi aplicada a pena mais elevada, oito anos de prisão, outro homem, que trabalhava com ele, foi condenado a uma pena de seis anos e meio de cadeia. O empresário é o único arguido em prisão preventiva desde a altura da detenção. Segundo a acusação pagava cerca de 250 euros a alguns arguidos para o ajudarem a desmantelar os veículos.

Três homens foram condenados a penas que variam entre multas de 900 euros e quatro anos de prisão, com execução suspensa por igual período. Cinco arguidos foram absolvidos.

Os arguidos são 11 portugueses e um homem de Leste, com idades compreendidas entre os 34 e os 65 anos. Os condenados vão ainda ter de pagar mais de 50 mil euros no total a título de indemnização aos vários lesados.

O tribunal considerou que durante o julgamento ficou provado que foram furtadas cinco carrinhas e um trator pela rede que entre 27 de abril de 2015 e 22 de julho de 2017 realizou os furtos de forma organizada em vários concelhos do interior do país, como Alfândega da Fé, Boticas, Chaves, Macedo de Cavaleiros, Mogadouro Moncorvo, Murça e Vila Flor. Depois de subtraírem os veículos procediam ao seu desmantelamento para vender as peças. Em vários casos acabaram por ficar com os documentos de propriedade das viaturas ou de identificação pessoal dos proprietários, que se encontravam no interior das carrinhas, e que posteriormente alteravam.

O processo foi desencadeado depois de a GNR ter detectado dois dos arguidos a viajar numa carrinha furtada, durante uma operação stop no IP2.

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