Caso BPN

Oliveira e Costa e Arlindo de Carvalho condenados a penas de prisão

Oliveira e Costa e Arlindo de Carvalho condenados a penas de prisão

Oliveira e Costa, ex-presidente do BPN, foi esta segunda-feira condenado a 12 anos de prisão e o antigo ministro da Saúde Arlindo de Carvalho foi condenado a seis anos de prisão.

O ex-presidente do BPN foi condenado por dois crimes de burla e o antigo ministro da Saúde foi condenado por um crime de burla qualificada e um de fraude fiscal, num processo ligado ao caso BPN.

A juíza Maria Joana Grácio destacou o facto de ambos terem exercido funções públicas e políticas, considerando ter havido "dolo intenso" pelos factos que foram julgados e condenados.

Dos oito arguidos singulares do processo, sete foram condenados a penas de prisão por burla e fraude fiscal. Ricardo Oliveira, um dos arguidos no processo, foi absolvido dos crimes de burla e fraude fiscal.

A maior pena foi a de Oliveira e Costa, 12 anos, seguido de Francisco Sanches e Luís Caprichoso, ambos 10 anos de prisão.

José Neto foi condenado a seis anos e José Monte Verde e António Coelho Marinho a quatro anos, respetivamente.

A empresa "Amplimóveis" foi condenada a uma pena de multa de 85 mil euros.

Entendeu o coletivo de juízes que todos os arguidos condenados agiram com "gravíssimo dolo" e que tiveram atitudes "oportunistas, gananciosas a sem escrúpulos".

Foram arguidos neste processo o antigo ministro da Saúde Arlindo de Carvalho, o antigo presidente do BPN, Oliveira e Costa, o ex-administrador do BPN António Coelho Marinho e Luís Caprichoso e Francisco Sanches, ex-administradores do BPN e da SLN, que detinha o banco, José Neto, sócio de Arlindo de Carvalho numa imobiliária, e Ricardo Oliveira, ex-acionista do BPN.

Em causa estavam ilícitos relacionados com a aquisição de terrenos, através de crédito obtido junto do Banco Português de Negócios (BPN), num valor superior a 50 milhões de euros.

Este caso é um dos processos extraídos do dossier BPN, que já levou à condenação de Oliveira e Costa a 14 anos de prisão no julgamento do processo principal do caso BPN, mas a decisão, alvo de recursos, ainda não transitou em julgado.

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