Crime

Paixão não correspondida na origem de homicídio no Porto

Paixão não correspondida na origem de homicídio no Porto

Jovem seguiu amigo até casa e matou-o com quatro facadas por ciúmes.

Ensanguentado e caído no asfalto de uma das mais movimentadas ruas da Baixa do Porto. Foi assim que um jovem estudante, de 20 anos, foi encontrado, na madrugada de quarta-feira, depois de ter sido esfaqueado por um amigo, motivado por ciúmes e uma paixão não correspondida. O agressor já foi detido pela Polícia Judiciária. Os dois tinham estado num bar da zona da movida, onde se desentenderam, horas antes. O homicida seguiu a vítima até casa.

Segundo informações recolhidas pelo JN, Miguel Ribeiro, natural de Santa Comba Dão, vivia há poucas semanas na Rua de Fernandes Tomás, no Porto, mas já tinha muitos amigos no meio estudantil portuense. Quando não estudava ou cumpria horário nos dois empregos que mantinha, ia muitas vezes passar a noite na zona das "Galerias de Paris". Foi ali, num bar, que se desentendeu com o amigo, da mesma idade. Este tinha uma forte atração sentimental pela vítima e terá ficado com ciúmes incontroláveis depois de o ver com uma namorada. O confronto continuou fora do estabelecimento, mas ficou por ali.

Miguel regressou a casa e foi já dentro do prédio, onde partilhava um apartamento com outro estudante, ausente naquele momento, que foi esfaqueado pelo menos quatro vezes. O homicida fugiu naquele momento. Eram 5.30 horas. "Ouvi um barulho estranho. Era um grito, mas não me levantei da cama, porque pensei que não fosse nada de especial", disse ao JN Aníbal Pereira, um vizinho.

Procurou ajuda

Gravemente ferido, Miguel Ribeiro ainda conseguiu descer a escadaria até à rua, para pedir ajuda. Acabou por desfalecer no asfalto, a poucos metros da porta do prédio. Naquele momento, passou um funcionário da STCP que ia trabalhar e, ao ver a vítima ensanguentada, bloqueou a rua e chamou o INEM. As equipas de socorro ainda tentaram reanimar o jovem mas já nada puderam fazer para o salvar.

Enquanto tudo isto acontecia, a atual namorada de Miguel, que tinha assistido à parte inicial da contenda, tentava sem sucesso falar com ele por telemóvel. Perante um sem número de chamadas não atendidas, decidiu, com outra amiga, ir à Rua de Fernandes Tomás, onde ainda chegou a ver Miguel, mas já sem sinais de vida.

A PSP isolou o local e identificou as testemunhas, até à chegada dos inspetores da Polícia Judiciária do Porto, que acabaram por localizar o suspeito e levá-lo para as instalações da Diretoria do Norte. Ao que apurámos, o suspeito tinha várias marcas no corpo, denunciando uma luta recente. Será hoje ouvido em tribunal.

O corpo de Miguel foi transportado para o Instituto de Medicina Legal do Porto e será autopsiado.

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