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Penas de prisão para rede que fazia empréstimos a viciados no casino

Penas de prisão para rede que fazia empréstimos a viciados no casino

Os cidadãos chineses que emprestava dinheiro, no Casino de Lisboa, a jogadores viciados e que não hesitou em sequestrar e roubar uma das vítimas para cobrar um empréstimo concedido com juros de 5% ao dia, foram condenados pelo Tribunal de Lisboa a penas entre os seis e os três anos de cadeia. Apenas um dos seis arguidos beneficiou da suspensão da pena.

Segundo o acórdão, a que o JN teve acesso, o grupo era liderado por um casal, de 48 e 45 anos, que foi condenado às maiores penas por crimes de associação criminosa, usura e sequestro. O tribunal deu como provado que os cúmplices cometeram os mesmos delitos, mas, como seriam meros executantes, deverão cumprir apenas três anos de prisão.

Elementos da rede estavam regularmente no Casino de Lisboa e mantinham um stock de fichas compradas previamente apenas com o intuito de as fornecer a jogadores que, já sem dinheiro, recorriam aos usurários para continuarem a apostar. Os juros exorbitantes eram pagos logo. Por exemplo, se um jogador pedia 20 mil euros apenas recebia 19 mil. Depois, era vigiado para garantir o reembolso integral.