Guarda

Mãe e "tia" da criança que caiu de 3.º andar acusadas de crime

Mãe e "tia" da criança que caiu de 3.º andar acusadas de crime

A mãe e a namorada do irmão da criança de sete anos que morreu ao cair de um terceiro andar, na Guarda, sábado à tarde, são acusadas do crime de exposição ao perigo e abandono.

As mulheres foram detidas, sábado à noite, pela Polícia Judiciária da Guarda e passaram a noite no Estabelecimento Prisional local.

Ao que apurou o JN, João Maria, de sete anos, estava em casa do irmão mais velho. A mãe, de 48 anos, deixara a criança lá para ir trabalhar.

O irmão de João Maria, um jovem de 22 anos, saiu de casa às 7 horas da manhã de sábado para ir trabalhar. A criança terá ficado à guarda da namorada. A jovem, de 23 anos, é esteticista num salão a cerca de 150 metros da casa onde ocorreu o acidente, e terá saído de casa para ir atender uma cliente.

E foi quando o menino se encontrava sozinho que aconteceu o acidente.

Segundo alguns vizinhos, que não quiseram identificar-se, João Maria perdeu o pai há cerca de meio ano e que frequentemente diria à mãe que queria ir para o mesmo lugar do progenitor. Além das polícias, foram mobilizados para o local do incidente seis bombeiros apoiados por três viaturas.

Com a morte deste menino sobe para três o número de crianças que morreram de forma violenta na região da Guarda em apenas duas semanas. A primeira aconteceu na aldeia de Sortelhão, onde um rapaz de 11 anos morreu estrangulado às mãos da própria mãe. A seguinte deu-se no apeadeiro do Sobral, onde um bebé de 27 meses foi colhido por um comboio. A mãe chegou a ser detida pela PJ por alegada exposição e abandono, mas foi libertada logo depois.

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