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PJ diz que mulher que esfaqueou e afogou filha "estava consciente" do que fazia

PJ diz que mulher que esfaqueou e afogou filha "estava consciente" do que fazia

Inspetora da Polícia Judiciária relata confissão de jovem que assassinou recém-nascida ajudada pela irmã gémea após esconder gravidez da família.

Rafaela Cupertino não queria um terceiro filho da relação conturbada com o namorado e, após conseguir esconder a gravidez de todos, inclusive do companheiro, a jovem de 25 anos deu à luz, em casa, com a ajuda de Inês, sua irmã, e matou brutalmente a bebé, afogando-a e esfaqueando-a por três vezes no coração. O relato do crime foi feito sexta-feira por Fátima Vira, a inspetora da Polícia Judiciária responsável pelo caso, na primeira sessão do julgamento, no Tribunal de Almada, onde Rafaela e Inês Cupertino, gémeas, hoje com 27 anos, respondem por homicídio qualificado e profanação de cadáver. "Ela estava consciente do que fez", acrescentou a polícia.

Foi a forte hemorragia decorrente do parto, ocorrido na noite de 9 de abril, no Seixal, que levou a que Inês chamasse os bombeiros após tentar suturar a ferida da irmã. Já na ambulância, Rafaela confessou o homicídio à inspetora da PJ, e disse-lhe que o fizera porque "teve de ser".