Torre de Moncorvo

PJ identificou autores de vandalismo no Vale do Côa

PJ identificou autores de vandalismo no Vale do Côa

A Polícia Judiciária da Guarda identificou dois homens residentes em Torre de Moncorvo com idades compreendidas entre os 25 e os 30 anos como sendo os alegados autores das inscrições efetuadas num dos painéis paleolíticos de Vila Nova de Foz-Côa.

O crime aconteceu no passado dia 25 de abril, no decurso de um passeio em grupo, durante o qual os suspeitos, com auxílio de uma pedra, desenharam um homem e uma bicicleta numa rocha da Ribeira de Piscos, causando danos "irreversíveis" naquele que é um dos patrimónios mundiais do Unesco.

"Não se confirmou que tenham tido intenção de danificar as gravuras, mas terá sido uma brincadeira mais ou menos inconsciente", disse ao JN o coordenador superior da PJ da Guarda. " Havendo no entanto prejuízo, os dois homens estão indiciados pelo crime de dano qualificado punido até oito anos de prisão", precisou ainda José Monteiro. Para o local que, por razões financeiras, deixou de ser vigiado há cerca de 4 anos, os técnicos da Fundação Côa Parque pedem mais salvaguarda.

"Esperemos que seja reposta a vigilância porque também é essa a obrigação do governo português face à Unesco", indicou a arqueóloga Dalila Monteiro. De resto, também o coordenador da Polícia Judiciária da Guarda alertou para a possibilidade do ato de vandalismo voltar a ser replicado. " Há sempre um risco de algum mimetismo nestas situações e seria muito conveniente que houvesse uma sensibilização geral para que possam abster-se de comportamentos que causam danos irreparáveis em património desta natureza" sublinhou também José Monteiro.