Porto

Polícia do "Escola Segura" abusa de menor e filma-a

Polícia do "Escola Segura" abusa de menor e filma-a

Agente principal, residente em Penafiel, conheceu rapariga de 13 anos na escola e está acusado de manter relações com ela num carro e num estúdio.

Conheceu a adolescente, de 13 anos, durante uma patrulha do programa da PSP chamado "Escola Segura", especialmente destinado à proteção das escolas e dos alunos. Durante cerca de um ano, abusou dela e filmou as relações sexuais com um telemóvel. O agente principal da PSP, de 42 anos, entretanto colocado num outro serviço da Polícia, está acusado de 20 crimes de abuso sexual e de pornografia de menores. Acabou denunciado.

De acordo com a acusação do Departamento de Investigação e Ação Penal de Penafiel, foi em finais de outubro de 2012 que, a pedido da Direção da Escola EB 2.3 Francisco Torrinha, no Porto, o agente José F., que é casado, ali se deslocou para recolher uma participação criminal contra a menor.

Nesse dia, após ter feito a participação policial, o agente deu à rapariga o seu número de telemóvel pessoal. A partir daí, começaram a contactar-se frequentemente, por chamadas ou mensagens.

Até que, ainda de acordo com o Ministério Público (MP), o agente convidou a menor para sair no seu automóvel, um Mercedes. A relação continuou com o polícia a ir buscar a menor a locais situados nas imediações da sua casa, no Porto, e a levá-la até um parque de estacionamento, junto da Universidade do Porto, na zona do Campo Alegre.

"No interior do mencionado veículo, o arguido, aproveitando--se da imaturidade, ingenuidade e até ascendência que tinha sobre a menor, por se tratar de um agente da autoridade, passou a manter relações sexuais com ela, que ocorreram ainda durante o mencionado mês de novembro de 2012", garante o MP, que contabiliza dez abusos sexuais perpetrados nessas circunstâncias.

Alguns desses encontros foram fotografados e filmados pelo arguido.

Entretanto, entre o final do ano de 2012 e o início de 2013, o arguido pediu à menor que se deslocasse, de comboio até à cidade de Penafiel, onde o polícia morava com a mulher. O objetivo seria igualmente manter relações sexuais com a vítima.

Ainda de acordo com a acusação do MP, a menor deslocou-se pelo menos dez vezes até Penafiel, onde o PSP a encaminhava para um estúdio fotográfico, no qual mantinha relações sexuais.

Também ali o arguido fotografou e filmou algumas das relações e guardou os ficheiros, que foram apreendidos pela Polícia Judiciária durante uma busca a casa, em julho de 2014.

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