Segurança

Polícias temem trabalhar 80 horas sem receber na Liga das Nações

Polícias temem trabalhar 80 horas sem receber na Liga das Nações

Torneio de futebol com Portugal, Suíça, Inglaterra e Holanda começa na quarta-feira e prolonga-se até domingo. Plano de segurança obriga à mobilização massiva de agentes, mas PSP assegura que número de efetivos a destacar ainda não está definido.

A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) defende que "mais uma vez os polícias estão a ser tratados como mão de obra barata". Em causa está a mobilização de agentes para a Liga das Nações, evento marcado para a próxima semana e que vai reunir as seleções de futebol de Portugal, Suíça, Inglaterra e Holanda, nas cidades do Porto e Guimarães. Devido a este torneio, os polícias estão impedidos de gozar férias e de faltar ao serviço, mesmo que de forma justificada. A ASPP/PSP também teme que os polícias sejam obrigados a trabalhar mais de 80 horas numa semana e que não recebam qualquer compensação financeira pelas horas extras.

A PSP desvaloriza o tema e garante que ainda não foi definido o plano para o policiamento da competição.

Pagamento das horas extra

Em comunicado, a ASPP/PSP refere que, "durante o mês de maio, foi alertando a Direção Nacional da PSP para a necessidade de encontrar formas de compensação pelo excesso de horas de trabalho a que os polícias iriam ser sujeitos na segurança da Liga das Nações". Mas que da parte das entidades superiores da Polícia apenas recebeu silêncio e, já esta semana, a informação de que as férias dos agentes marcadas para os dias da prova seriam canceladas. Também lhes foi dito que não seria aceite "qualquer ausência ao serviço, ainda que justificada".

Assim, para a ASPP/PSP, os polícias estão a ser "tratados como mão de obra barata", que não tem sequer direito a um esclarecimento por parte das chefias. "Como podem os profissionais não estar indignados ou revoltados com a forma como estão a ser tratados? Esperamos que o Governo e a Direção Nacional da PSP, à semelhança do que acontece em outras instituições da administração pública, corrija com a maior urgência e paguem aos polícias as horas trabalhadas em excesso", sustenta o sindicato liderado por Paulo Rodrigues.

"O planeamento do policiamento [para a Liga das Nações] ainda está em curso", avança a Direção Nacional da PSP ao JN.