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Prédio do fogo mortal ia dar um milhão de lucro

Prédio do fogo mortal ia dar um milhão de lucro

Investidor chinês com "visto gold" detido pela PJ pressionava para desocupação rápida dos inquilinos. Duo contratado espalhou gasolina por três pontos do edifício.

O dono do prédio da Rua de Alexandre Braga, no Porto, andava a pressionar os inquilinos para abandonar depressa o edifício. Mas a mãe e os três filhos não aceitaram revogar o contrato de arrendamento. Mediante a ausência de acordo, e porque estavam em causa obras e um negócio de venda por cerca de dois milhões de euros, o investidor terá adotado métodos violentos que culminaram no fogo posto mortal de 2 de março. Esta é a tese da Polícia Judiciária (PJ) do Porto que levou à detenção de um empresário chinês e dois indivíduos pela execução do crime.

O empresário Chenglong Li, dono da sociedade Alvoradoásis Unipessoal, Lda., com sede em Gaia, é suspeito de ser o mandante de dois incêndios e contratação dos executantes. Foram agora detidos após uma investigação de quase quatro meses. Buscas domiciliárias permitiram reunir prova sobre a motivação do crime e das ligações entre os suspeitos. Ao que o JN apurou, estes admitem relações entre si, mas negam qualquer ilícito. Os dois portugueses eram recrutados pelo chinês para várias tarefas, incluindo prospeção de negócios e clientes.