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Prisão preventiva para gangue dos 300 assaltos à mão armada

Prisão preventiva para gangue dos 300 assaltos à mão armada

O tribunal de instrução Criminal do Porto mandou, esta sexta-feira, para prisão preventiva 12 dos 18 indivíduos detidos na terça-feira pela GNR de Gaia, suspeitos de mais de 300 assaltos armados, alguns com violência, que desde abril vinham ocorrendo no Norte e Centro do país.

O grupo, composto por "células autónomas" que respondiam perante três líderes, começou por furtar máquinas de tabaco e automóveis. Estes, depois de usados nos assaltos, eram modificados ou desmantelados, para serem vendidos com lucros chorudos. E, por isso, esta passou a ser a prioridade do grupo que furtou várias dezenas, com a particularidade de serem conduzidos para longe e estacionados na rua, onde ficavam dois ou três dias, sob vigilância do gangue.

A manobra tinha uma explicação: como se tratava de viaturas de luxo, era forte a possibilidade de estarem equipadas com localizadores, o que levaria as autoridades ao seu covil. E eram fundados os seus receios, já que foi assim que a GNR conseguiu localizar e recuperar 25. Outra "curiosidade" foi o que os levou a assaltar casas. Seguindo carros de luxo para roubar, muitas vezes acabavam diante de moradias a condizer. E não hesitaram. Os assaltos a residências, sempre armados e muitas vezes com violência, passaram a fazer parte da sua atividade. Entre Vila Real e Coimbra, passando pelo Porto, Aveiro e Viseu, terão roubado valores que as autoridades estimam em "vários milhões". Desde ontem à noite, por ordem da juíza Lígia Trovão, do TIC, líderes e operacionais passaram a residir em Custóias.

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