Porto

Procuradora da República apresenta livro com novas formas de combate à violência doméstica

Procuradora da República apresenta livro com novas formas de combate à violência doméstica

Obra foi apresentada no Palácio da Justiça do Porto, com a presença da procuradora distrital, Raquel Desterro, e do ex-procurador-geral da República, José Souto de Moura. Autora defende que vítima deve ser o foco da atuação das autoridades

Teresa Morais, procuradora da República, do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) do Porto, apresentou ontem o livro "Violência Doméstica - o reconhecimento jurídico da vítima". Para Raquel Desterro, procuradora distrital do Porto, a obra "pretende assumir-se como uma referência no combate ao crime de violência doméstica". Também para José Souto de Moura, ex-procurador-geral da República e autor do prefácio, "o livro é de uma imensa atualidade".

Apresentado no Palácio da Justiça, no Porto, o livro apresenta novas formas de combate ao crime de violência doméstica, que colocam sempre, segundo a autora, "o foco na vítima". "Tem de se fazer um novo caminho, no sentido de haver um acompanhamento integrado da vítima", defendeu Teresa Morais, que lidera as secções de crime violento e violência doméstica, do DIAP do Porto.

Entre as propostas realizadas pela procuradora da República está, por exemplo, a possibilidade de serem feitos interrogatórios às vítimas de violência doméstica para memória futura.

"A apresentação desta obra poderia ser o culminar de um processo consolidado. Porém, é apenas um marco num caminho que quer ir mais além", descreveu Raquel Desterro, lembrando que Teresa Morais é a mentora de "Um passo mais", projeto criado em abril de 2013 e que aposta numa ação "coordenada e conjunta" de entidades como a PSP, associações de apoio à vítima e magistrados.

"A prosa é escrita por alguém que transpira experiência do terreno", completou José Souto de Moura, que definiu Teresa Morais como "alguém que sonha com um mundo melhor e que não desiste" de encontrar soluções para "o cancro da nossa sociedade" que é a violência doméstica.