Justiça

Procuradora investigada por alegada interferência no caso Tancos

Procuradora investigada por alegada interferência no caso Tancos

A procuradora Cândida Vilar vai ser investigada por suspeitas de ter intercedido no caso de Tancos, ao aconselhar um oficial da Polícia Judiciária Militar a não fornecer informações ao Departamento de Investigação e Ação Penal (DCIAP) e à Polícia Judiciária (PJ).

Cândida Vilar, que não tinha qualquer responsabilidade no processo, terá aconselhado Vítor Brazão, da PJM, a não prestar declarações junto do DCIAP e da PJ no processo de Tancos, prejudicando assim a investigação.

Podem estar em causa, "além a violação dos deveres funcionais", vários "crimes contra a realização de justiça, como denegação de justiça, prevaricação e favorecimento pessoal", escreve o DN, que revela o caso, na edição deste sábado.

Contactada pelo mesmo jornal, a magistrada alega desconhecer o processo, que está a ser dirigido pelo Ministério Público (MP) do Tribunal da Relação de Lisboa, organismo competente para investigar magistrados judiciais.

Cândida Vilar, de 62 anos, é procuradora da República há mais de 20 anos, tendo estado à frente de processos mediáticos como o da invasão à Academia do Sporting, em Alcochete, e às mortes num curso dos Comandos.