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Mulher suspeita de burlas online com arrendamento de casas

Mulher suspeita de burlas online com arrendamento de casas

A PSP deteve no Aeroporto do Porto, em flagrante delito, uma mulher alegadamente envolvida em pelo menos 35 burlas relacionadas com o arrendamento de habitações.

De acordo com esta fonte, a mulher, de 25 anos, anunciava "online" o arrendamento de casas que efetivamente estavam no mercado, mas que não eram suas nem de pessoas por ela mandatadas.

Em algumas situações cobrava adiantamentos aos interessados, por transferência bancária. Noutras, recebia diretamente "em dinheiro vivo", após entrega de contratos forjados, contou a fonte.

A mulher foi detida na quarta-feira, quando estaria a concretizar mais uma burla do género, no Aeroporto Sá Carneiro, na Maia, distrito do Porto.

Também na altura, a PSP constituiu arguido o companheiro da suspeita, de 27 anos, sem o deter.

As 35 burlas em causa foram concretizadas em Setúbal, onde a suspeita e o companheiro residiam, e nas zonas Centro e Norte de Portugal.

Num comunicado policial alusivo à detenção, emitido esta quinta-feira, o Comando Metropolitano da PSP do Porto detalha que a polícia apreendeu à mulher diversos documentos relacionados com as burlas, 990 euros, um computador portátil e dois telemóveis.

Num outro comunicado a PSP aconselha os cidadãos a procurarem imóveis para arrendar apenas em 'sites', jornais ou empresas de classificados que garantam a confirmação da veracidade dos anúncios publicados, "nomeadamente que sejam mais exigentes no que concerne à confirmação dos dados do anunciante".

A PSP alerta para que se "desconfie dos anúncios em que os preços são claramente abaixo do valor de mercado, ainda que tais preços tenham por base, alegadamente, um motivo válido" como saída repentina do país, mudança de habitação ou nascimento de filhos.

"Preferencialmente arrende imóveis que tenham sido previamente utilizados por alguém que conheça pessoalmente", "solicite referências a responsáveis do condomínio, porteiros, comerciantes locais ou moradores do edifício" e "desconfie de anunciantes que indiquem apenas contactos de telemóvel ou e-mail", avisa ainda a polícia.

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