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PSP do Cacém está sem viaturas desde quinta-feira

PSP do Cacém está sem viaturas desde quinta-feira

A esquadra da PSP do Cacém, em Lisboa, está desde quinta-feira sem viaturas policiais. O sindicato confirma a situação que se estende a várias outras esquadras da Grande Lisboa e pede ao Governo o urgente reforço de viaturas. "Há dois meses apenas havia duas viaturas para toda a área de Sintra", conta Paulo Rodrigues, presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP), acrescentando que se este reforço não surgir já em 2019, a situação, que é "caótica", pode tornar-se "desastrosa".

A denúncia é feita por uma moradora na Impasse Cidade Ponta Delgada, que na tarde de sábado, perante uma ocorrência de ruído no próprio prédio, foi informada de que os agentes disponíveis estavam numa outra ocorrência e teriam de se deslocar a pé ao local devido à falta de viaturas policiais. Maria Rosa Ramos, reformada com 64 anos, viu-se obrigada a solicitar meios policiais para o seu prédio. "Havia uma festa no meu prédio e estavam a fazer muito barulho", conta ao JN. Foi informada de que não havia meios disponíveis para acorrer ao local com rapidez e telefonou para o Comando Metropolitano de Lisboa. "Enviaram uma patrulha da esquadra de Rio de Mouro". A Polícia voltou a ser chamada pela reformada mais tarde, pelas 19 e 2.00 horas, porque o ruído não cessava. "Só pelas 6 horas é que a festa acabou, mas fui ameaçada de morte pelo morador causador do ruído", revela. Maria teme agora por represálias e pela ineficácia da Polícia em acorrer com celeridade a uma eventual agressão.

Pior em Sintra

Paulo Rodrigues refere que a situação não é nova e pode vir a tomar graves proporções se não houver solução a curto prazo. "Sintra é onde se sente a maior falta de viaturas policias, mas esta problemática estende-se à capital que tem de pedir emprestadas viaturas a comandos vizinhos para iniciativas de maior envergadura, como aconteceu no Rock in Rio". Paulo Rodrigues aponta três viaturas por esquadra como o número razoável para garantir a segurança pública.

Até ao fecho desta edição, o Comando Metropolitano de Lisboa da PSP não respondeu às questões do JN.

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