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PSP que furtou Glock alertou hierarquia para falta de controlo

PSP que furtou Glock alertou hierarquia para falta de controlo

Luís Gaiba, o agente da PSP que está desde ontem em prisão preventiva por ter idealizado e executado o furto das 57 pistolas Glock do armeiro que estava à sua responsabilidade, alertou formalmente a sua hierarquia para as fragilidades que encontrou na segurança e controlo do armamento. O Ministério Público acredita que terá sido uma forma de desviar de si eventuais suspeitas.

Segundo informações recolhidas pelo JN, a estratégia terá sido definida praticamente ao mesmo tempo que Gaiba decidiu começar a furtar pistolas que não estavam atribuídas ainda a nenhum agente e colocá-las no mercado negro por preços que poderiam chegar aos três mil euros a unidade.

Logo que chegou à função, em 2015, Gaiba foi incumbido de efetuar um levantamento do armamento que ali se encontrava, incluindo as Glock - uma moderna pistola de calibre 9 mm, em estojos, com carregadores incluídos. Terá sido durante este inventário que se apercebeu da ausência de controle e de atualização dos registos, da falta de procedimentos de segurança no acesso ao armeiro e da existência de várias chaves das instalações, dispersas por múltiplos departamentos.