Processo disciplinar

Sindicalista da GNR constituído arguido por declarações à imprensa

Sindicalista da GNR constituído arguido por declarações à imprensa

Um militar da GNR, dirigente da Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR), foi constituído arguido num processo disciplinar movido pelo Comando Geral por ter proferido declarações, consideradas desprestigiantes para a instituição, durante um programa de televisão.

O dirigente é da área de Lisboa e, de acordo com um comunicado da APG, as declarações foram no "sentido de denunciar a falta de apoio psicológico de continuidade aos profissionais da GNR e as respostas deficientes em situações limite que careceriam de intervenção imediata de profissionais da área da saúde mental".

Para a APG existe uma postura de " perseguição ao associativismo profissional na GNR", explicando que a associação tem consciência "que a situação possa ser incómoda para a instituição, mas infelizmente é verdadeira e é a própria Guarda a ferir a sua imagem e dignidade, ao não agir para resolver estas questões. Aliás, não foi este dirigente que manchou a imagem da Instituição, é esta que o faz diariamente, ao não garantir condições de serviço, ao não prestar apoio psicológico em tempo oportuno a quem precisa e ao dar cobertura a ilegalidades como esta, que colidem com os direitos de cidadania dos profissionais da GNR", adiantou a APG, em comunicado.

Os sindicalistas acreditam tratar-se de um "delito de opinião" e que nunca esteve em causa "qualquer incumprimento de deveres profissionais, motivo pelo qual a APG/GNR entende que este processo é ilegal e infundado, podendo ter o pernicioso efeito quando for reposta a justiça em tribunal, de fazer recair sobre o erário público gastos resultantes de quem não sabe conviver com a liberdade de expressão".

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