Matosinhos

Suspeita de matar e decapitar massagista nega crime mas fica presa

Suspeita de matar e decapitar massagista nega crime mas fica presa

Sangam Sawaiprkhon negou qualquer envolvimento no assassinato de Natchaya Saranyaphat, a funcionária de um salão de massagens tailandesas de Matosinhos, cuja cabeça foi encontrada numa praia de Leça da Palmeira, no dia 7 de março.

A também tailandesa e proprietária do estabelecimento comercial, onde foi encontrado sangue da vítima, apenas confirmou que a sua empregada estava desaparecida há semanas. Mesmo assim foi colocada em prisão preventiva.

O companheiro de Sangam Sawaiprkhon, suspeito de também ter participado no homicídio, continua em paradeiro incerto e a ser procurado pela Polícia Judiciária (PJ).

Reclamava dívida

Natchaya Saranyaphat, de 40 anos, viajou da Tailândia para Portugal para trabalhar no salão de massagens de Matosinhos e gerido por Sangam Sawaiprkhon e pelo companheiro. Terá, entretanto, emprestado pelo menos dois mil euros aos patrões, que estes tardavam em devolver.

Perante o atraso no pagamento da dívida, Natchaya Saranyaphat começou a pedir, de forma insistente, que aquele montante lhe fosse devolvido, levando a que casal decidisse matá-la. Ambos deliberaram, ainda, desmembrar o corpo para esconder qualquer prova do brutal crime.

Uma versão que a dona do salão Sangam Thaimassage refutou totalmente no testemunho que, anteontem, prestou perante o juiz de instrução criminal, do Tribunal de Matosinhos. Ao magistrado, a empresária confirmou que Natchaya Saranyaphat era uma das funcionárias do salão, onde, contudo, não era vista há várias semanas. Desapareceu, alegou, sem motivo aparente e sem informar quem quer que fosse.

Um testemunho ao qual o juiz não atribuiu muita credibilidade, uma vez que, no final do interrogatório, decretou que a principal suspeita do homicídio fosse colocada em prisão preventiva.

Viviam onde trabalhavam

A aplicação da medida de coação mais gravosa também foi justificada pelos indícios de crime descobertos no salão de massagens. Principalmente, os vestígios de sangue da vítima, o que sustenta a tese de que o assassinato foi cometido no local onde suspeitos e vítima não só trabalhavam, como também habitavam. "Dormiam todos ali, onde faziam vida. Habitualmente, havia sempre duas mulheres que atendiam as pessoas, mas havia poucos clientes", adiantaram, ao JN, vizinhos que, na quarta-feira, foram surpreendidos por buscas da PJ.

"Havia inspetores de fatos brancos e à civil. Desde quarta-feira que está fechado, mas ainda hoje [anteontem] a PJ esteve aqui a fazer outras buscas", revelaram.

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