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Tiros em torneio de sueca: "Desejei que me tivesse acertado para terminar o pesadelo"

Tiros em torneio de sueca: "Desejei que me tivesse acertado para terminar o pesadelo"

Desde 23 de dezembro, a vida de Carlos Lemos nunca mais foi a mesma. O empresário de Felgueiras fazia parte de um grupo de 15 jogadores de sueca que se deslocou para um torneio em Tuizendes, Torgueda, Vila Real, que acabou aos tiros. Viu um dos seus melhores amigos morrer e mais três ficarem feridos com gravidade. Foi alvo de dois tiros mas escapou ileso, por falta de pontaria do atirador.

Oito meses depois, os acontecimentos daquela noite ainda estão bem presentes na memória e mudaram totalmente a vida de Carlos. Era proprietário da Adega do Capacete, Felgueiras (onde se encontravam para jogar cartas), mas não conseguiu trabalhar mais. Entregou o negócio à exploração, ficando apenas como funcionário. "Não tinha cabeça nem vontade para nada. As pessoas ligavam a perguntar se tinha mesas. Eu, com a casa vazia, dizia que não".

A ansiedade e o nervosismo aumentaram a partir daquele dia, a ponto de o homem começar a fumar. "A gente tem que arranjar alguma coisa que nos acalme", justificou, ao JN.