Premium

Um guarda para vigiar três freguesias durante 34 horas

Um guarda para vigiar três freguesias durante 34 horas

Apenas um militar da GNR para, durante 34 horas, patrulhar três freguesias com 65 mil habitantes e acudir a situações de violência doméstica, furtos, desacatos e acidentes. A denúncia é da Associação Portuguesa da Guarda e refere-se ao caso concreto ocorrido há dias na Charneca da Caparica, Almada.

Em três de quatro turnos que teve de assegurar, o militar foi acompanhado por dois estagiários de outros postos. E entre a meia-noite e as oito da manhã de quinta-feira, foi mesmo um militar do Posto da Trafaria que garantiu o serviço externo na zona.

"O mínimo são dois guardas em patrulha em simultâneo. Não assegurar esse mínimo é estar a colocar em risco o socorro à população e a própria integridade física do agente. As agressões a agentes têm aumentado", refere ao JN César Nogueira, presidente da Associação Portuguesa da Guarda (APG). Dentro do posto também houve falta de pessoal, com apenas um militar a assegurar, no período crítico, as funções de secretaria, celas e armeiro. A situação deve repetir-se no final do mês.