Faro

"Tem que haver sangue". Antigo docente fez ameaça na Universidade do Algarve

"Tem que haver sangue". Antigo docente fez ameaça na Universidade do Algarve

Uma ameaça de bomba obrigou à evacuação de alguns edifícios do "campus" da Penha da Universidade do Algarve, esta quarta-feira. Antigo docente foi detido. Ameaça já foi afastada e instalações reabriram cerca das 15 horas.

A ameaça de bomba foi feita por um antigo docente da Universidade do Algarve, adiantou, ao JN, António Guerreiro, diretor da Escola Superior de Educação e Comunicação do Campus da Penha, em Faro.

O suspeito fez um telefonema para o estabelecimento de ensino e para a PSP e indicou que estava uma bomba numa sala da Escola Superior de Educação e Comunicação.

O homem não deu o nome, mas a universidade identificou-o e deu a indicação à PSP. A polícia procurou-o e encontrou o suspeito na casa onde vive com a mãe - foi levado para a esquadra de Faro e está detido. "Tem que haver sangue", disse o detido, confirmando a autoria da ameaça.

Trata-se de António Vinagre, 55 anos, antigo professor de Química que tem um processo pendente com a universidade, que o quer despedir e ele não concorda.

O homem vive sozinho com a mãe, que é doente de Alzheimer. As autoridades já acionaram os serviços sociais para prestar apoio à idosa.

O alerta foi recebido cerca das 11.30 horas, segundo o comandante da divisão da PSP de Faro, Hugo Marado.

Alunos, professores e funcionários receberam ordem para sair dos edifícios e foram encaminhados para a entrada do Campus.

Para o local foram enviadas equipas de investigação, do trânsito e patrulhas para aferir o "grau de credibilidade e as motivações" do alerta, acrescentou o responsável da PSP.

As brigadas de inativação de explosivos, num total de 25 elementos da PSP, concluíram que a ameaça era falsa e as instalações da Universidade do Algarve foram reabertas cerca das 15 horas.

O detido deverá ser presente a tribunal na quinta-feira.