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Violência doméstica: Mais de 800 agressores com pulseira eletrónica

Violência doméstica: Mais de 800 agressores com pulseira eletrónica

Quase mil agressores sob vigilância eletrónica no primeiro trimestre do ano. Decisões judiciais durante a fase de investigação afastam agressores das vítimas.

O recurso à vigilância eletrónica nos casos de violência doméstica não pára de aumentar. A 31 de março deste ano, havia 806 arguidos ou condenados por aquele tipo de crime que andavam com pulseira eletrónica. O número constitui um novo recorde e representa uma variação positiva de 27,7%, em comparação com o final do primeiro trimestre de 2018.

Os dados constam de um relatório da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP), a que o JN teve acesso e onde também se contabilizam as medidas de coação e penas fiscalizadas com vigilância eletrónica em execução no final de cada ano, desde 2012. E o que se constata é que o recurso à vigilância eletrónica para prevenir ou combater a violência doméstica tem aumentado: entre os 96 casos registados em dezembro de 2012 e os 710 que estavam em execução em dezembro de 2018, houve um incremento médio de cerca de 100 casos por ano.

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