Leiria

Internamento psiquiátrico para mulher que viveu seis meses com pai morto

Internamento psiquiátrico para mulher que viveu seis meses com pai morto

O Tribunal de Leiria condenou esta quinta-feira a internamento psiquiátrico uma mulher de 62 anos, que estava acusada dos crimes de profanação de cadáver, burla tributária e burla informática, por ter vivido cerca de seis meses com o pai morto em casa, para poder beneficiar da sua reforma.

Amália Mendonça foi considerada "inimputável" e declarada "perigosa" pelo tribunal, que a condenou ao internamento psiquiátrico até um máximo de oito anos. A arguida aguarda em liberdade o trânsito em julgado do processo, após o que terá que ser internada num estabelecimento definido pela Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais.

Segundo a acusação, que foi dada como provada, à exceção do crime de burla informática, Amália foi viver com o pai, nas Caldas da Rainha, em finais de 2015. O homem, de 87 anos, tinha uma pensão de aposentação mensal de 1167 euros e faleceu dentro da residência, tendo a arguida coberto o corpo "com café e chocolate em pó", para evitar os odores provocados pela decomposição.

A mulher terá vivido pelo menos seis meses nestas condições, sem ter avisado os familiares nem participado a morte às autoridades públicas competentes. O caso só viria a ser descoberto após uma neta do falecido ter estranhado o facto da viatura do avô se encontrar no parque de estacionamento, com sinais de abandono, e ter denunciado a situação à polícia.

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