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Intérpretes dos tribunais nomeados sem critério

Intérpretes dos tribunais nomeados sem critério

Tribunais continuam a recrutar profissionais e amadores sem transparência nem regras, para traduzir português em processos. Em 2017, foram anunciadas mudanças.

Procedimentos que mudam consoante a comarca ou o tribunal, intérpretes nomeados apenas por serem conhecidos de magistrados e oficiais de justiça, ou diligências que são realizadas numa "língua terceira" por faltarem profissionais especializados em idiomas considerados "difíceis". Mais de três anos depois de o Ministério de Justiça (MJ) ter anunciado a criação de "uma lista oficial de tradutores e intérpretes nos processos judiciais", continua a não existir critérios objetivos que permitam assegurar a qualidade do serviço prestado e transparência na nomeação dos profissionais.

Contactada pelo JN, a tutela não esclareceu em que ponto se encontra o Regime Jurídico do Tradutor e Intérprete, anunciado no verão de 2017. Mas, neste ano de 2020, houve, pelo menos, 12 012 processos em que foi solicitada interpretação para português nos respetivos julgamentos. Menos 6901 do quem em 2019.

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