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Investigação revela "acordos secretos entre Benfica e Desportivo das Aves"

Investigação revela "acordos secretos entre Benfica e Desportivo das Aves"

Benfica e Desportivo das Aves têm "acordos secretos", segundo alguns juristas, à "margem da lei", e uma conta corrente entre as SAD's, prejudicial para os avenses.

O Benfica e o Desportivo das Aves "abriram uma conta corrente oficiosa, tendo os avenses chegado a dever aos encarnados dois milhões de euros em direitos económicos de passes de jogadores", revela o jornal "Público", na edição deste sábado.

"A conta corrente ainda se mantém, mas com saldo desfavorável para os avenses", que terão a haver 786,5 mil euros dos encarnados. Desde que o Aves regressou à Liga I, em 2017-18, o "Benfica cedeu, sem encargos, alguns jogadores ao plantel dos avenses, com adendas leoninas e sigilosas nos contratos, que os assemelham a empréstimos encapotados, contornado desta forma os regulamentos, revela aquele jornal.

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Em resposta, por escrito, ao "Público", a Benfica SAD disse que "tem contas correntes com todas as SAD com quem tem relações comerciais, assim como contas correntes com os seus fornecedores e clientes" e argumentou que os contratos celebrados com qualquer outra SAD ou empresa "estão sujeitos a regras de confidencialidade, como é normal em qualquer ramo de atividade".

Luquinhas, Carlos Ponck, Hamdou, Derley, Ricardo Mangas, Bruno Lourenço, André Ferreira, Salvador Agra, Cristian Arango e Mato Milos foram alguns dos jogadores do Benfica que transitaram para o Desp. Aves nas épocas de 2017-18 e 2018-19, por empréstimos ou transferências definitivas da totalidade ou parte dos direitos económicos dos jogadores, refere a investigação. "As verbas envolvidas não foram tornadas públicas e, em certos casos, não terão tido custos aparentes para os avenses, apesar dos contratos se revelarem lesivos para o Desp. Aves", lê-se no Público.

Um dos casos referidos é de Luquinhas, contratado ao Vilafranquense em 2017 e cujos direitos desportivos foram cedidos ao Desp. Aves, livres "de quaisquer ónus ou encargos", a título definitivo, assim como 50% dos direitos económicos.

A investigação revela que, além de ficar com 50% dos direitos económicos, os encarnados teriam direito a cinco milhões de euros caso o futebolista fosse negociado com F. C. Porto e Sporting, limitando a liberdade contratual do jogador,

Revela, ainda, o "Público", que o Aves tinha de ceder ao Benfica o direito de preferência na contratação do jogador, sob pena de mais cinco milhões de indemnização. No mesmo texto, é revelado que, na quarta cláusula, se estabeleceu que "o Desp. Aves e Luquinhas aceitavam que os direitos desportivos e económicos do jogador pudessem ser readquiridos, até 31 de Maio de 2021", pelo valor de 100 mil euros.

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