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Processo

Irmão de Joe Berardo também é arguido

Irmão de Joe Berardo também é arguido

O irmão de Joe Berardo, Jorge Rodrigues Berardo, foi constituído arguido no âmbito do processo que levou à detenção do empresário e do seu advogado, André Luiz Gomes. O caso já tem 12 arguidos. Os dois filhos e a mulher também já fazem parte do lote de indiciados.

Jorge Berardo foi constituído arguido por suspeitas de ter ajudado o irmão a dissipar o património que poderia ter coberto pelo menos parte dos 462 milhões de euros, em dívida à Caixa Geral de Depósito, mas também aos outros bancos. Berardo deve cerca de mil milhões de euros.

O Expresso, que noticiou na manhã desta quinta-feira a constituição como arguido do irmão do empresário, também avança que uma contabilista da Madeira, Fátima Câmara, também prestou Termo de Identidade e Residência, tal como o Renato Berardo (filho) e a economista Sofia Catarino, ligada à administração da Associação de coleções.

O Expresso também avança que entre os arguidos em nome coletivo estão a Sociedade Luiz Gomes & Associados, Atram - Sociedade Imobiliária S.A, Associação Colecção Berardo, Associação de Coleções, Moagens e Associadas SA e Metalgest - Sociedade de Gestão, SGPS, SA.

Entretanto, a SIC assegura que também a mulher e a filha de Joe Berardo foram constituídos arguidos. O JN sabe que são suspeitos de terem beneficiado do alegado esquema de ocultação de riqueza e de terem participado ativamente nos circuitos empresariais e associativos montados para dissipar os bens.

Recorde-se que as autoridades estão a investigar os financiamentos de centenas de milhões de euros de que beneficiou Joe Berardo por parte da CGD, para financiar as compras de ações do BCP, sem garantias consideradas válidas. Em causa estão crimes de administração danosa (imputável ao bancário da CGD), burla qualificada, fraude fiscal qualificada, branqueamento e, explicou o Ministério Público, "eventualmente, crimes cometidos no exercício de funções públicas".

Quinze anos após os factos, o empresário ainda deve cerca de mil milhões de euros à CGD, ao BCP e ao Novo Banco, que já beneficiaram da injeção de dinheiros públicos. Só a Caixa recebeu cerca de quatro mil milhões.

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A outra vertente da investigação do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) e Unidade Nacional de Combate à Corrupção da Polícia Judiciária prende-se com a ocultação de património, alegadamente destinado a evitar pagar as dívidas aos bancos.

Berardo e o seu advogado, os únicos arguidos que foram detidos, continuam esta quinta-feira a serem interrogados pelo juiz Carlos Alexandre.

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