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Ivo Rosa diz que distribuição do processo da Operação Marquês foi "totalmente aleatória"

Ivo Rosa diz que distribuição do processo da Operação Marquês foi "totalmente aleatória"

O juiz Ivo Rosa afirmou esta quarta-feira em tribunal que o sorteio eletrónico da distribuição do processo Operação Marquês ao magistrado que dirige a fase de instrução foi "totalmente aleatória" e não padeceu de quaisquer erros. O início do debate instrutório foi adiado para quinta-feira.

Ivo Rosa disse que o sorteio, efetuado em 28 de setembro de 2018, que determinou que fosse ele a dirigir a fase de instrução do processo, foi realizado "por meios eletrónicos que garantiram total aleatoriedade" e que não houve erros no sistema, mas apenas várias tentativas de introduzir o processo no módulo da distribuição, devido às enormes dimensões do mesmo.

Sobre os quatro erros detetados no sistema no dia do sorteio, o magistrado explicou que foram apenas tentativas e se deveram às dificuldades em transferir o processo Operação Marquês para o modulo de distribuição.

"As quatro tentativas deveram-se às dificuldades em transferir o processo, que tem grandes dimensões, para o módulo de distribuição. Não existiram várias tentativas de distribuição de processo. Este [sorteio] foi feito de forma imediata", afirmou o juiz de instrução.

A diligência desta quarta-feira, que inicialmente seria para dar início ao debate instrutório, começou com o esclarecimento do juiz sobre o sorteio, seguindo-se mais um interrogatório do antigo primeiro-ministro José Sócrates, arguido e acusado de vários crimes económico-financeiros.

Depois de o primeiro-ministro ter sido interrogado em cinco tardes na fase de instrução, o juiz tinha mais perguntas para fazer ao antigo chefe do Governo, concretamente sobre a concessão do TGV ao consórcio Elos, se passou férias no Algarve na Páscoa de 2006 com o seu primo e também arguido José Paulo Pinto de Sousa, as viagens governamentais feitas à Argélia, Angola e Venezuela e ainda o caso Freeport.

"É preciso ser mesquinho", disse Sócrates a Rosário Teixeira

O ex-primeiro-ministro esteve cerca de duas horas a responder ao magistrado, algumas vezes num tom mais ríspido, e depois a cinco questões do procurador do Ministério Público Rosário Teixeira, com quem se chegou a exaltar.

"É preciso ser mesquinho", afirmou Sócrates após uma pergunta de Rosário Teixeira.

O início do debate instrutório do processo Operação Marquês foi adiado para quinta-feira, devido à inquirição esta quarta-feira em tribunal do ex-primeiro-ministro e arguido José Sócrates.

O debate instrutório do processo Operação Marquês estava marcado para as 14 horas desta quarta-feira, mas o dia foi marcado pela chamada de José Sócrates a depor novamente perante o juiz Ivo Rosa, no âmbito da instrução do caso.

A inquirição do ex-chefe do Governo terminou depois das 16.30 horas e o início do debate instrutório ficou adiado para quinta-feira às 14 horas.

O Ministério Público vai abrir a sessão em tribunal e o procurador Rosário Teixeira já avisou que vai precisar de pelo menos duas horas para expor os seus argumentos.

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