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João Loureiro livre para sair do Brasil e regressar a Portugal

João Loureiro livre para sair do Brasil e regressar a Portugal

Os passageiros do voo intercetado na semana passada pela polícia brasileira com 500 quilos de cocaína que tinha Portugal como destino estão autorizados a sair do país, revelou a Polícia Federal brasileira.

Segundo informações da assessoria de comunicação da Polícia Federal em Salvador, cidade onde o caso ocorreu, nenhum passageiro ou tripulante da aeronave foi detido ou está impedido de sair do país. "Foram ouvidos até agora somente a tripulação, os pilotos e assistente de bordo, e o pessoal do hangar do aeroporto", disse a assessoria de comunicação. Entre os passageiros do voo está o advogado português João Loureiro.

"Alguns [passageiros] já voltaram para a Europa [e] outros serão ouvidos hoje. Nenhuma pessoa foi presa", acrescentou. Questionada sobre o caso e quais os suspeitos, as autoridades brasileiras limitaram-se a referir que "os factos ainda estão a ser analisados".

"A investigação está em andamento, isso não está sendo informado em detalhes para não comprometer as investigações", completou a polícia.

Em comunicado, a OMNI, responsável pelo avião, revela que, devido a um problema técnico, foi necessário ativar uma equipa de manutenção, que detetou um volume afixado à "estrutura do avião", depois de abrir um painel na fuselagem. "Perante este cenário, foi imediatamente solicitado, pelo Comandante do voo, a intervenção da Polícia Federal, que tomou conta da ocorrência", explica a empresa., que confirma que a tripulação já regressou ao nosso país.

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O advogado e ex-presidente do Boavista João Loureiro disse à televisão portuguesa SIC que estava na lista de passageiros do jato privado que a Polícia Federal do Brasil intercetou com 500 quilos de cocaína em Salvador com destino ao aeródromo de Tires, em Cascais, Portugal, no dia 9 de fevereiro.

Já o Embaixador de Portugal no Brasil, Luís Faro Ramos, disse à Lusa que "o assunto está em investigação pelas autoridades policiais brasileiras" e que a Embaixada de Portugal em Brasília não foi contactada pela polícia local.

Questionado se algum passageiro do voo procurou as autoridades portuguesas para pedir apoio, o diplomata explicou, sem dar maiores detalhes, que o piloto da aeronave contactou o Consulado de Portugal em Salvador.

"A única pessoa relacionada com este voo que contactou o Consulado, logo na altura [do facto], foi o comandante do avião. O comandante do avião pediu uma informação que lhe foi prestada. É o que eu posso dizer sobre o assunto. Todo o resto está a ser objeto de averiguações das autoridades policiais aqui do Brasil", concluiu.

Na semana passada, a Polícia Federal do Brasil apreendeu meia tonelada de cocaína escondida num avião particular que pretendia voar de Salvador para Portugal após o piloto da aeronave comunicar problemas nos comandos de voo da aeronave.

Mecânicos foram ao avião para verificar o problema, descobriram parte da droga e relataram à Polícia Federal.

"Com o apoio de especialistas criminais federais e cães treinados para detetar drogas da Polícia Civil, foram encontrados na aeronave outros esconderijos onde estava o resto da droga", informou a Polícia Federal em nota.

A droga tinha sido dividida em embalagens com indicação de marcas desportivas famosas.

Embora não tenha produção própria de cocaína, o Brasil é um importante intermediário nas rotas de embarque para a Europa da droga produzida nos países andinos.

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