Operação Teia

Joaquim Couto está "tranquilo"

Joaquim Couto está "tranquilo"

O ex-presidente da Câmara de Santo Tirso garante que não cometeu "nenhuma coisa irregular que mereça reprovação". Mas adiantou que, se houver acusação, irá a tribunal "com a mesma tranquilidade".

À saída do Tribunal, Joaquim Couto explicou que pediu demissão dos cargos políticos e autárquicos porque entendeu que "está em causa a política, a atividade partidária e o tráfico de influências".

"Pedi renúncia a todos os cargos para que a justiça possa investigar e que não haja nenhuma suspeita de interposição da minha parte", explicou o ex-autarca que terá de pagar uma caução de 40 mil euros.

"A Justiça deve ser célere e justa", pediu Joaquim Couto, assegurando que, "se houver acusação, estarei cá com a mesma tranquilidade".

"Não cometi nenhuma coisa irregular que mereça reprovação. Espero que o tempo me dê razão", terminou.

Joaquim Couto "ficou sujeito às medidas de coação de proibição de contactos com os demais arguidos e outras pessoas referenciadas na decisão, proibição de frequentar e permanecer em locais também ali assinalados e prestação de caução no valor de 40.000 euros".

PSD de Santo Tirso fala em "perda total de credibilidade"

Ao JN, o presidente do PSD de Santo Tirso, José Pedro Miranda, sublinhou a "condição de fragilidade política" do Executivo do PS, mas arredou, para já, qualquer exigência de eleições antecipadas. "Não colocamos, de imediato, essa hipótese", afirmou o social-democrata, que fala numa "perda total de credibilidade".

Em comunicado, o PSD de Santo Tirso sublinhou "a postura digna e correta" de Joaquim Couto, ao renunciar ao cargo, e questionou por que motivos o seu sucessor, Alberto Costa, que assumiu ontem a presidência da Câmara, "não teve o mesmo comportamento", uma vez que está "igualmente indiciado pela prática de crimes graves".

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG