Ataque de Alcochete

Jogadores do Sporting testemunham por videoconferência para evitar "pressões"

Jogadores do Sporting testemunham por videoconferência para evitar "pressões"

O coletivo de juízes que está a julgar o processo do ataque à academia de Alcochete, no Tribunal de Monsanto, decidiu esta sexta-feira que os jogadores do Sporting testemunhem por videoconferência, disseram advogados do processo à agência Lusa.

O Sporting, na qualidade de assistente do processo da invasão à academia de Alcochete, tinha pedido que oito dos futebolistas que ainda se mantêm no atual plantel fossem inquiridos através de videoconferência, invocando razões de ordem psicológica.

Miguel Moutinho, advogado do Sporting, apresentou um requerimento para que as inquirições aos oito jogadores, que começam a testemunhar na segunda-feira, fossem feitas por videoconferência, para "os proteger das pressões da sala de audiências, onde se encontram os arguidos".

Em alternativa, o advogado propôs que Wendel, Mathieu, Acuña, Battaglia, Luís Maximiano, Coates, Ristovski e Bruno Fernandes, prestassem declarações presencialmente no Tribunal de Monsanto, mas sem a presença dos arguidos, para evitar constrangimentos.

O coletivo de juízes, presidido por Sílvia Pires, acedeu ao pedido do advogado do Sporting e os jogadores vão então prestar declarações por videoconferência.

Na segunda-feira são ouvidos os três primeiros atletas por videoconferência: de manhã, o guarda-redes Luís Maximiano, e de tarde, Wendel e Mathieu.

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Os futebolistas encontravam-se na academia do clube, em Alcochete, em 15 de maio de 2018, quando a equipa do Sporting foi atacada por elementos do grupo organizado de adeptos da claque Juventude Leonina, que agrediram técnicos, jogadores e outros funcionários do clube.

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