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Julgamento

Jovem agredido à porta do Urban Beach chegou a temer "o pior"

Jovem agredido à porta do Urban Beach chegou a temer "o pior"

Um dos dois jovens agredidos, em novembro de 2017, por seguranças da discoteca Urban Beach, em Lisboa, disse esta terça-feira em tribunal ter chegado a temer "o pior" ao ver o seu amigo ser espancado e ao ser, ele próprio, pisado na cabeça quando já se encontrava no chão. O episódio ficou registado num vídeo, posteriormente partilhado nas redes sociais.

Mais de um ano depois, três ex-seguranças de uma empresa contratada por aquele espaço de diversão noturna - que chegou a ser provisoriamente encerrado na sequência dos acontecimentos - começaram esta terça-feira de manhã a ser julgados em Lisboa, por homicídio qualificado na forma tentada. Na primeira sessão do julgamento, os arguidos - que entretanto abandonaram a profissão - remeteram-se ao silêncio.

A audiência destinou-se, assim, a ouvir André Reis, um dos dois ofendidos, que se constituíram assistentes no processo e reclamam aos arguidos, cada um, uma indemnização de 50 mil euros. Perante o coletivo de juízes, o jovem contou que, a 1 de novembro de 2017, foi com mais três amigos às imediações do Urban Beach para, chegados de um festa em Santarém, comerem numa roulotte ali existente. De acordo com o seu testemunho, à chegada, o grupo separou-se: enquanto André Reis e Magnusson Brandão, a outra vítima das agressões, foram à roulotte, os outros dois jovens foram sentar-se no início da passadeira de acesso à discoteca. Terá sido aqui, depois de os dois jovens terem desistido de comprar algo para comer porque "estava muita gente", que o grupo foi abordado pelos três seguranças.

"Ainda hoje não percebi porquê", sublinhou, esta terça-feira, o jovem, admitindo que, durante as agressões a Magnusson Brandão e a si chegou a temer "o pior" e a pensar que iriam "falecer". Acabaram ambos por ser transportados, de ambulância, para o Hospital de São José, com vários traumatismos, lesões e fraturas. Na acusação, o Ministério Público refere que o grupo foi confrontado pelos seguranças depois de estes serem informados de que um grupo de quatro pessoas, nos quais se incluíam os ofendidos, estaria a provocar clientes das roulottes de comes e bebes. Esta manhã, André Reis conseguiu identificar apenas um dos arguidos presentes.

O julgamento prossegue no próximo dia 12, com o depoimento de Magnusson Brandão.

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