Explosivos

Judiciária desativou célula de grupo terrorista galego em Coimbra

Judiciária desativou célula de grupo terrorista galego em Coimbra

A Polícia Judiciária desativou, em Coimbra, uma célula do grupo terrorista "Resistência Galega", apreendendo inúmeros utensílios utilizados na fabricação de engenhos e artefactos explosivos e 30 quilos de pólvora.

A operação decorreu em articulação com o Departamento de Ação e Investigação Penal (DIAP) Regional de Coimbra, no quadro de uma operação da Unidade Nacional Contra Terrorismo da Diretoria do Centro da PJ, em cooperação com a Guardia Civil espanhola.

Este grupo independentista foi responsável, entre 2005 e 2011, por mais de 35 ataques com explosivos em diferentes zonas de Espanha, que provocaram elevados danos materiais em edifícios públicos e privados, tais como sedes de partidos políticos e agências bancárias.

Em 2014 foi considerada um grupo terrorista pelo Supremo Tribunal de Justiça espanhol.

Segundo a PJ, "no dia 9 de novembro do ano passado foi localizado um prédio em Coimbra, associado aos líderes da "Resistência Galega" e utilizado como "casa de recuo"".

No imóvel foram apreendidos "inúmeros utensílios utilizados na fabricação de engenhos/artefactos explosivos, nomeadamente relógios, temporizadores e telemóveis preparados como dispositivo de ativação remota de cargas explosivas, dispositivos pirotécnicos e engenhos explosivos improvisados, uma carga total de aproximadamente 30 kg pólvora, livros, apontamentos manuscritos e manifestos de propaganda dos ideais da Resistência Galega".

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Foi ainda apreendida uma panela de pressão, para confinamento de carga explosiva, "igual às usadas por este grupo terrorista em diferentes atentados, bem como material utilizado para falsificação de documentos, como carimbos de instituições públicas espanholas e plastificadoras a quente", sublinhou a PJ.

Os líderes do grupo foram detidos pelas autoridades espanholas em junho do ano passado, encontrando-se a aguardar julgamento em prisão preventiva.

No decurso da investigação, além das ligações logísticas a território nacional, não foi identificada qualquer outra ligação efetiva ou envolvimento direto de cidadãos portugueses na organização terrorista "Resistência Galega".

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