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Juiz afasta-se do caso dos emails por ser "apaixonado adepto"

Juiz afasta-se do caso dos emails por ser "apaixonado adepto"

Eduardo Pires, juiz desembargador do Tribunal da Relação do Porto, pediu escusa do processo dos emails por ser benfiquista.

O F. C. Porto foi parcialmente condenado no caso dos e-mails, tendo de pagar uma indemnização de cerca de dois milhões de euros. De acordo com o jornal Público, Eduardo Pires pediu escusa do processo a Ataíde das Neves, presidente do Tribunal da Relação do Porto, no passado dia 14.

Na base do pedido está o facto de o juiz ser sócio do Benfica desde 1968, quando tinha apenas oito anos de idade, tendo mesmo recebido, em março do ano passado uma "Águia de Ouro", por ter completado 50 anos de filiação ao clube da Luz. O magistrado é portador do Red Pass, tendo, ainda, lugar cativo no Estádio da Luz.

"Pese embora a imparcialidade que sempre regeu o seu exercício profissional e que também nortearia neste caso, é, em consonância com tudo o que se tem vindo a referir, um apaixonado adepto do Sport Lisboa e Benfica, o que pode, ponderosamente, levar a que se possa suspeitar dessa sua imparcialidade", escreveu, de acordo com Público, o juiz desembargador, justificando o seu pedido de escusa.

F.C. Porto apresentou recurso

Os azuis e brancos reiteram que" todas as divulgações efetuadas no Porto Canal foram sempre realizadas ao abrigo do direito à informação e da salvaguarda da verdade desportiva, à imagem do que tem sido feito por órgãos de comunicação social de prestígio de países civilizados, como é o caso da revista alemã Der Spiegel, e tendo em conta a jurisprudência dominante nas instâncias judiciais europeias em relação a estas matérias".

O Benfica por seu lado, falou de uma "exemplar condenação da conduta ilícita". "Numa primeira apreciação, mais até que os quantitativos indemnizatórios - que em si são significativos - há aspetos que impressionam e que merecem expressa referência", continua o comunicado, enumerando três fatores a destacar: primeiro, "a confirmação da absoluta razão que assiste" ao clube; segundo, "a exemplar reprovação judicial da conduta ilícita" do F. C. Porto; e, por último, "o expresso reconhecimento por parte do Tribunal que não vale tudo e que a privacidade das pessoas e das instituições bem como a proteção da concorrência e do segredo de negócio são bens dignos de tutela jurídica em Portugal".

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