Tribunal

Leitura da sentença de Rosa Grilo marcada para 18 de fevereiro

Leitura da sentença de Rosa Grilo marcada para 18 de fevereiro

A leitura da sentença dos arguidos Rosa Grilo e António Joaquim, pelo homicídio do triatleta Luís Grilo, foi marcada para o dia 18 de fevereiro, depois de ter sido adiada a 10 de janeiro.

A leitura do acórdão esteve marcada para 10 de janeiro, mas acabou por ser adiada nesse dia depois de o tribunal de júri (além de três juízes, foram escolhidos quatro cidadãos - jurados) ter procedido à "alteração não substancial" de factos constantes da acusação do Ministério Público. Os advogados dos arguidos não prescindiram do prazo para se pronunciarem, de 15 dias.

A 26 de novembro de 2019, o procurador do Ministério Público admitira, nas suas alegações finais, que "a prova testemunhal e pericial" contra os arguidos era "zero", mas defendeu, ainda assim, que deveriam ambos ser sentenciados a pelo menos 20 anos e meio e de cadeia pelo homicídio de Luís Grilo. O magistrado sustentou, na altura, que o testemunho de Rosa Grilo fora suficiente para se incriminar a si e a António Joaquim, ambos com cerca de 40 anos.

Em causa, o facto de, além de ter colocado a arma do amante no local do crime, a suspeita ter dito que não sabe disparar e de ter mostrado não saber como foi morto o marido. O procurador concluiu, assim, que só poderia ter sido António Joaquim a matar Luís Grilo, em conluio com a coarguida.

Mas, cerca de uma semana e meia depois, o arguido - à data em prisão preventiva há mais de um ano - acabou por sair em liberdade por decisão do tribunal, depois de o seu advogado, Ricardo Serrano Vieira, ter apresentado um requerimento a pedir a alteração da medida de coação, por falta de provas. Um pedido semelhante de Tânia Reis, mandatária de Rosa Grilo, foi, poucos dias depois, rejeitado.

Segundo a acusação do MP, o triatleta foi assassinado com um tiro na cabeça no momento em que dormia num quarto da sua habitação, a 15 de julho de 2018 na localidade de Cachoeiras, no concelho de Vila Franca de Xira. O corpo foi encontrado cerca de um mês depois num local ermo na zona de Benavila, no concelho de Avis.

O móbil do crime terá sido a possibilidade de, com a morte de Luís Grilo, Rosa Grilo receber cerca de meio milhão de euros de seguros contraídos pelo marido.