Almada

Levou amigo para bater na mulher: foi detido e cúmplice morreu esfaqueado

Levou amigo para bater na mulher: foi detido e cúmplice morreu esfaqueado

A Polícia Judiciária de Setúbal deteve o homem que provocou, na quarta-feira, os confrontos no bairro de Vale de Figueira, em Almada, que culminaram na morte de um homem de 33 anos, com uma facada no peito.

O suspeito, também com 33 anos, dirigiu-se ao bairro de Vale de Figueira, na madrugada de quarta-feira, na companhia de um amigo, Carlos Semedo, para agredir a ex-companheira. Por não aceitar o fim da relação, arrombou a porta da casa da mulher, agrediu-a violentamente em frente aos dois filhos menores que têm em comum e fugiu. No seu encalce seguiram vizinhos, que acabaram por apanhar o amigo do agora detido por violência doméstica, Carlos Semedo, apunhalando-o no peito e causando a sua morte.

O homicídio ocorreu no largo Terreiro Alfredo Marceneiro, duas ruas abaixo do local dos confrontos iniciais, tendo os suspeitos do esfaqueamento mortal colocado-se em fuga. Carlos, residente no Feijó e funcionário da Câmara Municipal de Almada, apoiou-se num poste ainda com a arma do crime cravejada no tórax, mas acabou por cair no chão inanimado.

Vários moradores acorreram às janelas perante os gritos e o som de um disparo e conseguiram identificar dois jovens que viriam a esfaquear a vítima no peito. A GNR recebeu a chamada pouco antes da uma hora da madrugada e fez chegar ao local um forte contingente de militares do posto da Sobreda da Caparica e do Destacamento de Intervenção.

À chegada dos Bombeiros Voluntários de Cacilhas, mobilizados para o local cerca das 00.40 horas, a vítima estava no chão, abeirada pelos populares que tinham dado o alerta. No local, esteve também uma equipa da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) do Hospital São Francisco Xavier, tendo Carlos sido submetido a manobras de reanimação, mas sem sucesso. O óbito foi declarado no local.

A GNR recolheu os testemunhos dos moradores que assistiram à cena e foi a partir destes que chegou à identificação dos dois principais suspeitos, jovens com idades entre os 20 e 25 anos. Os militares tentaram encontrar o ou os invólucros disparados e ouvidos pelos vizinhos, mas sem sucesso.