Pedrógão Grande

Liga de Bombeiros marca conferência para comentar sentença que não conhece

Liga de Bombeiros marca conferência para comentar sentença que não conhece

Cinco anos e três meses após os incêndios de Pedrógão Grande, vais ser conhecida, esta terça-feira, às 10 horas, a sentença do coletivo de juízes do Tribunal de Leiria, que levou a julgamento 11 suspeitos da morte de 63 pessoas e de terem causado ferimentos em 44. A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) já marcou uma conferência de imprensa.

Os arguidos são acusados dos crimes de homicídio por negligência e ofensa à integridade física por negligência, alguns dos quais graves. Um desses arguidos é o comandante dos Bombeiros Voluntários de Pedrógão, Augusto Arnaut, e a LBP anunciou, esta segunda-feira, uma tomada de posição pública sobre o desfecho do julgamento, às 17 horas de amanhã, no quartel dos Bombeiros Sapadores de Leiria.

"Ao comandante Augusto Arnaut [Bombeiros Voluntários de Pedrógão], desejamos a melhor sorte e estaremos com ele qualquer que seja o resultado. Sabemos bem que está inocente e que não poderia ter feito melhor", refere a LBP, em comunicado. "Vamos acompanhar a sua presença em tribunal com uma representação organizada, silenciosa e demonstrativa dos valores dos bombeiros."

PUB

Esta é a segunda vez que os bombeiros se solidarizam com Arnaut, depois de, no dia 31 de maio, cerca de 200 elementos do comando de corporações de todo o país lhe terem prestado "guarda de honra", à porta do tribunal, como forma de protesto pela sua constituição como arguido neste processo.

MP pede prisão efetiva

Para o Ministério Público (MP), o comandante dos Bombeiros Voluntários de Pedrógão Grande deve cumprir "prisão efetiva superior a cinco anos" pelos crimes que lhe foram imputados. E José Geria, da EDP Distribuição, também deve ir para a cadeia, alegou o MP.

No caso de José Revés, Ugo Berardinelli e José Mota, da empresa Ascendi, foi pedida prisão efetiva superior a cinco anos, por 34 crimes de homicídio e sete de ofensa à integridade física, por não terem assegurado a limpeza das faixas de gestão de combustível da EN 236-1, que ficou conhecida como a "estrada da morte".

Em relação a Valdemar Alves, ex-presidente da Câmara de Pedrógão Grande, a José Graça, à data vereador, e a Margarida Gonçalves, então responsável pelo gabinete técnico florestal, o MP pediu a condenação de todos eles a "pena única em medida considerada adequada", por seis mortes. O MP considerou ainda que Fernando Lopes, ex-autarca de Castanheira de Pera, também deve ser condenado em "pena única" pelas mortes de quatro cidadãos.

Relativamente à acusação inicial, o MP recuou ao propor a condenação de apenas nove dos 11 arguidos, deixando de fora Jorge Abreu, presidente da Câmara de Figueiró dos Vinhos. Quanto a Casimiro Pedro, da EDP Distribuição, entende que deve ser julgado de acordo com a prova produzida.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG