Cascais

Magnata dos aspiradores suspeito de pagar orgias com menores

Magnata dos aspiradores suspeito de pagar orgias com menores

Empresário alemão está a ser investigado por organizar orgias com raparigas menores na sua mansão em Cascais. Representante da Rainbow, pagaria até 500 euros para estudantes participarem em sessões de sexo.

Matthias Schmelz, 59 anos, chegou a Portugal na década de 1990 e tornou-se milionário com a venda dos aspiradores Rainbow. Estará há vários meses a ser investigado pela Polícia Judiciária, em articulação com DIAP de Lisboa, por recorrer à prostituição de menores e lenocínio. À TVI, que avançou a notícia, o empresário negou ter cometido qualquer crime.

O magnata alemão é suspeito de organizar em sua casa, a um ritmo quase diário, orgias com raparigas menores de idade, que contrataria por telemóvel. Pagar-lhes-ia 500 euros por cada sessão de sexo, que ocorriam no final do dia, após as aulas. Segundo a TVI, das cerca de dez raparigas envolvidas, mais de metade são menores e uma terá apenas 14 anos. Muitas pertencem às classes alta e média alta e Matthias chegava a ir buscá-las à porta das escolas nos seus carros topo de gama.

O alemão passou a estar debaixo do radar das autoridades após uma mãe ter denunciado que a sua filha tinha sido aliciada para uma orgia. E a investigação intensificou-se após um incidente insólito.

Assalto falhado a moradia

No dia 21 de março, o empresário viajou para fora de Portugal e deixou uma brasileira de 18 anos a tomar conta da casa. Esta convidou alguns amigos para usufruírem da luxuosa moradia em Cascais. Porém, cerca das 23 horas, um outro grupo de jovens invadiu a mansão e sequestrou os ocupantes.

Segundo foi depois apurado, o assalto tinha sido encomendado por uma jovem de 18 anos, residente no Seixal, que tinha participado numa festa naquela casa no dia anterior e se apercebeu dos vários bens valiosos no seu interior.

No dia seguinte, contou o que tinha visto a três amigos e convenceu-os a assaltarem a moradia. Os assaltantes, encapuzados, invadiram a mansão e ataram a brasileira enquanto reviravam o interior da casa. Os outros seis jovens, amedrontados, esconderam-se nos quartos do primeiro andar e alertaram a polícia.

A PSP enviou rapidamente patrulhas do Estoril e de Cascais que cercaram a casa. Um dos assaltantes foi apanhado a tentar fugir por uma varanda e os outros dois nas traseiras da casa que dá para o parque de Palmela. A PSP apanharia a mentora do assalto na companhia de uma amiga na estação de Cascais.

Todos os envolvidos foram apresentados a tribunal no dia seguinte e alguns revelaram o contexto em que tiveram conhecimento da casa: as orgias com raparigas muito novas e o magnata dos aspiradores que continua sob investigação.