Segurança

Mais de 750 polícias e militares da GNR vigiam alunos no regresso às aulas

Mais de 750 polícias e militares da GNR vigiam alunos no regresso às aulas

Quase 800 elementos das forças de segurança (PSP e GNR) estarão a partir de hoje no terreno para assegurar que o reinício das atividade letivas presenciais nas escolas secundárias de todo o país decorra sem incidentes, em especial no que respeita ao uso obrigatório de máscaras ou viseiras por adolescentes, professores e funcionários.

As polícias reativam, assim, os seus programas "Escola Segura", sendo que a PSP tem alocados a este setor cerca de 400 agentes e a GNR 357 (número de militares que participam em todas as ações genéricas de policiamento comunitário, onde se inclui a segurança das escolas). São 757 agentes no total.

A partir de hoje, e até ao final do ano letivo, os polícias e os militares da GNR estarão ainda particularmente atentos aos ajuntamentos de alunos à porta das escolas. Trata-se de uma preocupação decorrente da situação de calamidade que o país vive e que impõe regras de distanciamento físico muito específicas.

A PSP, que denomina a retoma das aulas presenciais como "Escola (ainda mais) Segura", refere que a obrigação do uso de máscaras ou viseiras "abrange todas as pessoas que acedam ou frequentem os estabelecimentos de ensino, incluindo funcionários docentes e não docentes e alunos, exceto crianças até aos seis anos e será objeto de sensibilização e fiscalização quotidianas por parte da Polícia".

atenção a outras áreas

Ao JN, a Direção Nacional da PSP garante que a sua atuação com a pandemia de covid-19 como pano de fundo, não fará descurar todas as outras áreas em que desenvolve, normalmente, o programa "Escola Segura", em especial "garantindo a segurança das áreas envolventes dos estabelecimentos de ensino".

"A PSP acompanhará naturalmente este retorno (gradual) dos estabelecimentos de ensino e das famílias à atividade letiva, através da intensificação da vigilância, do patrulhamento de visibilidade e de proximidade, da realização de ações de sensibilização e informação sobre a situação de saúde pública e fiscalização do cumprimento das medidas de saúde pública previstas no quadro legal especial que se encontra em vigor", destaca a PSP, que tem a seu cargo cerca de 3400 estabelecimentos de ensino - muito mais do que a GNR.

Na Guarda, a ação fiscalizadora junto das escolas estará a cargo da estrutura de Prevenção Criminal e Policiamento Comunitário, atualmente com 357 militares.

"A secção desenvolve o patrulhamento preventivo e gere a atividade da GNR no âmbito dos programas especiais, incluindo junto das escolas", sublinha fonte da GNR ao JN.

sensibilização continua

Desde o início da pandemia, revelou a Guarda, foram desencadeadas cerca de 63 mil ações de sensibilização, "dirigidas ao público em geral e incluindo a comunidade escolar, com o objetivo de garantir o cumprimento das normas decretadas pelo Governo".

Por outro lado, o dispositivo da GNR irá manter em curso ações operacionais com o objetivo de contribuir para a diminuição da propagação da covid-19 "consubstanciadas sobretudo na proximidade com a população, assegurando a sensibilização da comunidade quanto ao dever cívico de recolhimento domiciliário, o encerramento dos estabelecimentos e a cessação das atividades não permitidas, o aconselhamento da não-concentração de pessoas na via pública e a dispersão das concentrações de pessoas".