Gondomar

Quatro anos e um mês de prisão para homem que esfaqueou vizinha em Gondomar

Quatro anos e um mês de prisão para homem que esfaqueou vizinha em Gondomar

Rui Jorge Ferreira foi considerado culpado dos crimes de tentativa de homicídio e de violação de domicílio. Desferiu sete facadas em mulher de 62 anos

Quatro anos e um mês de prisão é a pena que Rui Ferreira terá de cumprir. Este homem de 49 anos foi, na manhã desta terça-feira, considerado culpado de ter tentado matar a vizinha, de 62 anos, em São Pedro da Cova, Gondomar. O coletivo de juízes do Tribunal de São João Novo, no Porto, condenou ainda o arguido ao pagamento de uma indemnização de 20400 euros à vítima.

Maria José Barbosa, advogada da sexagenária, não ficou satisfeita com a decisão e pondera, após leitura do acórdão, recorrer para o Tribunal da Relação do Porto.

O caso aconteceu no dia 23 de dezembro de 2018. Na sequência de desentendimentos com a vizinha, Rui Jorge Ferreira colocou um gorro para esconder a identidade, pegou numa faca e dirigiu-se à casa da sexagenária. Uma vez no local, arrombou a porta fechada à chave e quando viu o alvo atacou-o. Desferiu sete facadas na mulher e regressou à sua residência, onde se refugiou quando o crime foi descoberto.

Rui Jorge Ferreira ainda tentou fugir, mas seria apanhado pela GNR e colocado em prisão preventiva. Durante o julgamento optou pelo silêncio, o que não impediu que fosse considerado culpado de uma tentativa de homicídio e violação de domicílio. Somadas as penas dos dois crimes, o tribunal decretou um cúmulo jurídico de quatro anos e um mês de prisão efetiva, mantendo o agressor na cadeia.

Revelou "frieza", mas crime foi desqualificado

Rui Jorge Ferreira estava acusado pelo Ministério Público de um crime de tentativa de homicídio na forma qualificada, mas no final do julgamento os juízes decidiram que, perante a prova existente, o arguido devia responder por uma tentativa de homicídio simples. A alteração não agradou à advogada da vítima que, nesta terça-feira, defendeu que o atacante revelou "uma frieza" que devia ser penalizada. "Neste caso há uma certeza: não aconteceu nada nos dois antes do ataque que levasse ao ataque, portanto não foi num momento de altercação que aquilo aconteceu. Do nada, ele pegou numa faca, colocou um gorro, dirigiu-se à casa da vizinha, invadiu a habitação e deu sete facadas na vítima", alegou Maria José Barbosa.

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