Investigação

Mário Ferreira pede para ser constituído arguido

Mário Ferreira pede para ser constituído arguido

O empresário Mário Ferreira que foi esta quarta-feira alvo de buscas em firmas que detém no Porto, Madeira e na ilha de Malta, pediu ao Ministério Público para ser constituído arguido, no processo em que é investigado por fraude fiscal e branqueamento de capitais, no âmbito da compra e venda do ferryboat Atlântida.

De acordo com um requerimento enviado na tarde desta quarta-feira ao Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), que dirige a investigação, um advogado de Mário Ferreira alega que não lhe resta outra alternativa se não a de "requerer a sua constituição como arguido".

"Ao fim de oito anos e desde o surgimento das primeiras insinuações públicas, nunca me foi dada a oportunidade para ser ouvido no âmbito deste processo. Situação intolerável e que muito contribuiu para o empolamento deste caso. Assim, dou conhecimento público da carta esta tarde endereçada pelo meu advogado ao Departamento Central de Investigação e Ação Penal a manifestar a minha total e imediata disponibilidade para colaborar com a Justiça, no sentido de esclarecer cabalmente todos os factos que julguem convenientes", justifica Mário Ferreira, num comentário que acompanha o pedido formal de constituição como arguido, enviado ao DCIAP e aos jornalistas.

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Recorde-se que várias instalações de empresas de Mário Ferreira, proprietário da Douro Azul, estão, esta quarta-feira, a ser alvo de buscas por parte da Autoridade Tributária e do DCIAP, por suspeitas de crimes de fraude fiscal qualificada e branqueamento de capitais.

Em causa está o negócio do navio Atlântida, comprado aos Estaleiros Navais de Viana do Castelo em 2014 por uma das empresas do grupo, por cerca de 7,5 milhões de euros, e mais tarde vendido para a Noruega por 17 milhões. Pelo meio, a propriedade do navio passou por empresas offshores, sediadas na ilha de Malta. As autoridades portuguesas suspeitam que essas offshores, alegadamente tituladas por Mário Ferreira, apenas serviram para evitar pagar impostos em Portugal.

Esta compra já tinha motivado buscas em abril de 2016.

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